16 de mar de 2015

FANFIC PJ: CAPÍTULO 1 - PARTE 2

CAPÍTULO 1 - PARTE 1  


Antes de mais nada vou deixar a trilha sonora que ouvi enquanto escrevia <3




  O que disse? Ela se virou, olhando fixamente nos orbes do rapaz. Seu rosto corara ao mesmo tempo que as sobrancelhas arquearam. Como ele podia saber de seus pais? Quem ele era afinal? Essas perguntas circulavam por sua mente, até que ele mexeu os lábios como se fosse falar. Mary. Ele começou. Fui enviado para lhe contar a verdade. Não somos pessoas comuns. Finalizou, respirando fundo e tentando se aproximar. Como assim? A garota perguntou, dando passos curtos para trás. Você tenta me acordar no meio da noite, dorme numa caminhonete em frente a minha casa, fala que sou anormal e quer que eu realmente acredite em você? Só estando louco para pensar em algo assim. Eu não vou pedir mais uma vez. Saia daqui. Ela manteve a posição forte ainda que estivesse curiosa de como ele sabia o seu nome, ou informações sobre seus pais. De repente, ele uniu as duas mãos. Com movimentos suaves, afastava lentamente as duas, mexendo os dedos com uma sutileza nunca antes vista por ela. Parecia uma dança, com passos ritmados, leves e agradáveis de se ver. Aos poucos, uma névoa branca ia se formando no espaço vazio entre as suas mãos, mas não era só isso: Ela ia, a cada momento, se engrossando, formando pequenos flocos de neve que o menino podia controlar. Ele soprou cuidadosamente os cinco flocos formados, até percorrerem todo o caminho que os distanciava e parassem embrulhados nos cabelos loiros da moça. Mary levantou as mãos cuidadosamente, tocando dos pequenos pontinhos gelados, que logo se desfizeram em água. Como você… Ela balbuciou, sem palavras. Você pode fazer isso também. Quer dizer… não exatamente isso. Não sabemos qual o seu parente divino, mas algum truque certamente saberá fazer. Ela ainda estava parada, olhando para o resto de água que sobrara em sua mão. Parente divino? Perguntou, mas por pouco não foi interrompida por sua vó. Querida! Que demora! Foi quando a senhora percebeu o que estava havendo. Quem é esse rapaz? Perguntou, olhando fixamente para ele. Você deve ser Jan. Me chamo Max, muito prazer. Ele se aproximou, apertando a mão da senhora. Sua neta é meio teimosa. Eu sou do acampamento semi-deus. Sinceramente, não tenho idéia de como convencê-la de que não é como todo mundo. De que é especial. A senhora colocou a mão próxima ao peito, em um pingente que nunca saia de seu pescoço. Então chegou a hora. Ela olhou para Mary, e abriu os braços para abraçá-la. Vó? O que está acontecendo aqui? Ele está dizendo a verdade? Eu sou realmente diferente? Ela olhou fixamente nos olhos daquela que sempre lhe deu amor e carinho. A única pessoa que realmente a amava. Sim. Ele está falando a verdade. Quando sua mãe estava no leito, depois de te ter, ela me disse que viriam te buscar. Seu pai não era um homem qualquer meu amor, era um Deus. A história era louca, mas não podia duvidar de minha filha, ainda mais quando ela estava em seus últimos instantes de vida. Ela só me avisou que você era especial e que descobriria quem era o seu verdadeiro pai quando fosse o momento. E ele está cada vez mais próximo. Sempre que tocavam no assunto de seus pais, o coração de Mary apertava. Foi muito difícil ter crescido sem eles, ainda mais sem nem conhecê-los. Essa notícia causava certo tumulto em seu peito. Não sabia se ficava feliz por ter chances de saber quem ele é, ou se ficava triste por ter que abrir essa ferida novamente. Foi então que caiu na real. Você não está aqui para me levar né? Não quer me arrastar para outro local, me afastar de minha Jan, não é mesmo? Seus olhos encheram de lágrimas. Pois eu não irei. 

 Jan tentava acalmá-la, mas a idéia de mantê-la longe era terrível para ela também. Seus olhos cansados se encheram de lágrimas, mas ela precisava se manter forte. Meu amor, você nunca me deixará. Sempre estará no meu coração. Você precisa ir. Receber treinamento, conhecer seu pai, descobrir pessoas como você, e, quem sabe, encontrar irmãos! Max chegou perto. Sei como é ruim deixar os que ama. Eu passei por isso também. Mas Mary, se você começar a desenvolver seus poderes aqui, deixará sua avó em sérios riscos. As criaturas já conseguem sentir o seu cheiro, mas depois será ainda pior. Poderão te fazer visitas constantes e até machucar Jan. Você precisa vir comigo. Ainda hoje. 

 Mary não tinha escolhas. Seu coração doía muito, mas não podia machucar Jan e outras pessoas ao redor de sua casa. Não permitiria que inocentes fossem feridos nessa que era a sua trajetória. Ainda que não acreditasse muito no que estava ouvindo, confiava em sua avó, e se era isso que ela queria, então faria assim. Subiu lentamente as escadas de sua casa, tocando no corrimão como se até dele fosse sentir falta. Respirou fundo, abriu a porta do quarto, começando a arrumar sua mala. Depois de tudo posicionado, quando já estava saindo, viu o quadro que tinha feito encurralado atrás da porta. O colocou em suas mãos e deu um leve sorriso enquanto escorregava seus dedos pela face de seus parentes. Desceu as escadas e parou em um dos degraus, onde dormia a Betty. Abaixou-se com cuidado e a carregou em seus braços. Quando apareceu na porta, sua avó conversava com o rapaz do gelo. Posso levá-la comigo? Perguntou fitando ele, que imediatamente fez que sim com a cabeça. 

 Após colocar tudo dentro do carro (inclusive a caixinha de transporte de Betty e o quadro), ela foi ao encontro de sua amada vó. Sempre que sentir saudades me ligue. Levarei o celular e o notebook. Não se esqueça de mim, vovó. Falou, abraçando-a com a maior força do mundo. Não seja boba. Isso nunca acontecerá. Jan balbuciou, segurando as lágrimas. Fique com isso. E tirou o colar de seu pescoço, colocando-o imediatamente no de Mary. Estarei sempre com você. Não se esqueça disso. Elas voltaram a se abraçar e assim ficaram por muito tempo. 

 Já estava no carro, olhando pela janela enquanto sua casa ia ficando mais e mais distante. O desafio não seria moleza, mas ela tinha que enfrentar. A música que saia do som do automóvel ia entrando pelos ouvidos mas não era assimilada pela sua mente. 


Parecia que ela estava em outro planeta, com os olhos vazios e apontados para o infinito. 


Se quiserem saber mais sobre o projeto e ver as outras partes clique aqui   
Se quiserem que eu continue, comentem aqui em baixo!! <3

5 comentários:

  1. Nossa, estou amando. Pode continuar, heeiiin?
    http://vanessanonatoo.blogspot.com.br/

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    1. Continuareeeeei, prometo!! Que bom que está gostando!
      Beijocas! <3

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  2. Continua, continua, continua! *o*

    Beijos!

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    1. A propósito! A trilha sonora super combinou!

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    2. AWWW, que bom que gostou!! <3333

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