9 de mar de 2015

Fanfic PJ: Capítulo 1 - Parte 1

CAPÍTULO 1 - PARTE 1

Sonho?


   E lá estava ela novamente. Jogada no chão, papéis, lápis, tintas, tesouras, tudo espalhado pelo porcelanato. Mary! Novamente essa bagunça? Uma senhora bradou ao abrir a porta e perceber o que estava havendo. A menina loira se virou imediatamente, levantando-se e colocando as mãos para trás, unindo-as atrás das costas. Desculpa Jan, tive uma super idéia! Acho que você vai gostar. Vem cá! Ela falou empolgada, puxando a mão direita da senhora até chegar onde queria. Somos nós. E o vovô. Ela deu um sorriso de canto de lábios. Ah! Também fiz a Betty. Falou apontando para o desenho em aquarela que estava no chão. Betty (a gata) estava bem localizada no desenho: Na cabeça de Mary, como se nada estivesse acontecendo. Eu adorei meu amor, mas sabe que não temos mais lugar para colocar seus quadros! Onde pretende deixar esse? Jan questionou, pegando o objeto nas mãos e olhando para o semblante do vovô com certa emoção nos olhos. Boooom, não tenho certeza, mas por enquanto pode ficar no banheiro. Acho que é o único lugar que temos livre! Ela falou séria mas em alguns segundos olhou para Jan e começaram a rir. Estou brincando! Vou deixar no meu armário e depois penso em algum lugar. 

   Depois de muito trabalho para deixar tudo em ordem, Mary direcionou os passos cansados até o quarto, onde se jogou na cama completamente desleixada e ainda de sapatos. Ela respirou bem fundo e olhou para o teto. E se eu… Todo aquele espaço em branco a deixava agoniada. Já estava imaginando como poderia colorir aquele lugar. Talvez um sol bem brilhante já fosse o suficiente! O seu devaneio foi interrompido quando, de repente, uma pedrinha bateu em sua janela. Ela se levantou, espiando com cuidado. Arrepiou-se só de olhar aquela paisagem completamente escura que só o vidro a separava. Ela odiava o escuro, para dizer de uma maneira mais realista, tinha medo. Deitou-se novamente e pegou o notebook, colocando-o sobre o corpo e procurando algo para se distrair. Novamente o “toc” na janela foi ouvido. Não deve ser nada, ela pensou. Virou-se para o lado, deixando o notebook em uma distância segura (de suas remexidas durante a noite) conseguindo, por fim, pegar no sono. 

   Estava tudo escuro. As árvores se rebatiam contra o vento e o barulho de uma tempestade se aproximava. Ela sentia como se a gélida brisa penetrasse a sua pele, esfriando não só o seu lado exterior quanto o interior. Tinha medo do escuro, mas naquele momento, parecia que tudo havia desaparecido: Seus medos, suas inseguranças, seus amigos, parentes, Betty e qualquer outra coisa que ela pensasse. Nada estava lá. Parecia uma nova atmosfera, um lugar que ela nunca tivesse ido antes. Ainda estava de pijama e as mãos ainda continham os vestígios de tintas que usara mais cedo. A medida que seus pés iam percorrendo o lugar sombrio, tinha mais convicção de que aquilo não era realidade, que era um sonho, uma ilusão. De repente, eis que surge na sua frente um rapaz. Ele tinha a pele branca como a neve e os cabelos negros como carvão. Seus olhos castanhos reluziam em meio a toda a escuridão e ele parecia chamá-la para algum lugar. Ela desviou o olhar dele quando começou a ouvir certos barulhos chatinhos. Eles eram baixos, mas completamente irritantes. Tentou achar o rapaz novamente, mas ele havia sumido. Os barulhos continuavam….. “toc”, “toc”…

   “Toc”. Em um súbito levantar, ela acordou. Seu coração pulsava como nunca antes: Rápido, forte. A respiração parecia falhar e não ser suficiente para preencher os pulmões. Quando se lembrou de toda a escuridão a que estava imersa no sonho, abraçou o edredom e tentou se acalmar. Foi quando se lembrou do maldito barulho. Colocou as pernas para fora da cama e calçou os pés com pantufas, direcionando-os para a janela. Não havia nada. Ninguém. Não é possível. Ficarei aqui até ouvir esse barulho novamente.  Pensou alto, encostando a poltrona na janela e esperando pacientemente. O barulho não foi mais ouvido e ela acabou caindo em sono profundo, ali mesmo na poltrona. 

   Os fortes raios solares acariciavam o rosto de Mary, que abriu os olhos logo que o calor foi sentido pela sua pele. Ela se espreguiçou e se deu conta de que havia dormido na poltrona. Desceu as escadas da casa e se dirigiu até a cozinha (com uma preguiça basicamente indescritível), onde preparou um copo de achocolatado. Querida! Já está acordada?  Jen questionou, aparecendo no corredor. Estou sim vó! Estou na cozinha! Informou para que elas pudessem se encontrar. Você pode ir buscar o jornal hoje? Estou com as pernas bem doloridas. Mary fez que sim com a cabeça e ainda de pantufas e com o achocolatado nas mãos, abriu a porta de casa, indo em direção ao jardim (onde, por todas as manhãs, era deixado o jornal). Antes de pegá-lo, ela viu um carro desconhecido estacionado em frente a cerca da casa. Com passos um pouco mais rápidos chegou até o vidro da caminhonete e colocou o rosto perto dele, tampando a luz com as mãos. O vidro simplesmente começou a baixar. Ela não sabia se corria ou se tentava se explicar. Bom, ela não fez nenhum dos dois. Ficou lá, com cara de pamonha, esperando o vidro descer por inteiro, sem reação. Você é meio curiosa, né? Um rapaz claro de cabelos escuros perguntou. Você… é igual ao meu sonho. Ela balbuciou, extremamente assustada. Você nem me conhece e já sai por ai dizendo essas coisas? Nossa, estou até sem palavras.  Ela balançou a cabeça, tirando a cara de pamonha e percebendo o que estava acontecendo. CLARO QUE NÃO! Quanta ousadia. Não é isso. Eu sonhei… AH! Não vou explicar isso para alguém que nem conheço. Você está perdido? Essa é a minha casa e está parado bem na frente dela. Algum propósito especial para isso? Ela parecia um pouco brava… e confusa, mas mostrou força e certeza no que estava dizendo. Bom, queria falar com você ontem a noite, mas parece que seu sono é absurdamente pesado. Não tinha barulho que te acordasse. Quase que quebrava a janela da última vez. Foi mal. Ele dizia com uma calma de outro mundo. Como se jogar pedra na janela de alguém desconhecido fosse normal. Mary se virou e ignorou as últimas frases do menino. Aquilo já estava estranho demais, e ela não queria se envolver com alguém que não conhecia. Respirou fundo e começou a andar na direção de sua casa. Ei! Espere. Ele abriu a porta do carro, saltando do mesmo. Acho que vai querer saber sobre seus pais. Disse, sem ir até ela. 

E assim ficou parado perto da caminhonete, esperando a reação de Mary. 

Essa é uma fanfic de Percy Jackson e os Olimpianos escrita pela criadora do blog. Para saber mais sobre isso clique aqui    Se quiserem que eu continue, comentem aqui em baixo!! <3

6 comentários:

  1. Ai, continua, continua!!! *---* Pleeeease!
    Detalhe... achei que era a única que usava a expressão cara de pamonha. Pelo visto não! hahahah
    beijos!!!
    www.no-coracao.blogspot.com

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    1. Awwwww, que bom que gostou! Continuarei sim <3 OIHEOIEHROIEHRI, uso várias expressões meio velhas, vai ver muitas ainda! Mas é bom saber que não estou só, hihihi!

      Beijinhos "no coração" (trocadilho maroto <3 EIHREIRERIIO)

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  2. Oi! Menina do céu como vc escreve bem! Me prendeu bastante e desejei que fosse um livro pra ter mais 200 pgs pra ler. Quando sai a continuação? <3 Ps: obrigada pela força. Que Deus te abençoe muito! ;D

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    1. AAAAAAWN, obrigada mesmo! <3 Essa semana ainda ou início da semana que vem eu postarei! Imagina! Sempre penso nisso e entendo a dor que sentiu. Não podia ficar calada diante da sua história. Força! <3

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  3. Amei!!!! OMG! Você escreve muito bem! Nooossa! Adorei...
    Ela maio que me lembra Apolo... É filha dele, né? Estou dizendo isso por causa do "desenhar um sol" e "ter medo do escuro".
    NÃO RESPONDA! Vou continuar acompanhando! Não gosto de Spoiler! kkk

    beijos

    http://fofokicesliterarias.blogspot.com.br/

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    1. HEHEORHEOIR, vou ficar quietinha! Não sei de nada, hihi kkkkkkkk
      Que bom que gostou, obrigada pelo carinho! Beijocas! <3

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